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  • Patrícia Mezzomo

Se você não sabe o que deseja, o outro vai desejar por você.


Se você não sabe o que deseja, o outro vai desejar por você.


O processo de identificação para formação do ego se dá através do “copiar”, fazer igual. A criança copia a forma de ser, de agir, de julgar e de desejar dos pais, cuidadores e ambiente.


Na verdade ela não copia, ela passa a ser o outro que agora vive nela, incorporado como personalidade e denominado ego. O ego é dado pelo outro mas vivido em nós.


O grande problema é que essa criança cresce e torna-se adulto, mas esse adulto continua sendo aquele outro introjetado lá atrás. Por não ser ele mesmo, ele viverá uma vida que não é dele, um desejo que não é seu, um sofrimento que não é seu e um amor que não é seu.


Oprimido, alheio de si e assujeitado por um ego que reina e conduz sua vida, o sujeito do inconsciente (o seu verdadeiro eu) segue oculto e à espera. Espera de espaço. Espaço que será dado através de palavras. Mas não quaisquer palavras, palavras que importam. Palavras que trazem a verdade. A verdade que aguarda, ansiando pelo momento de ser revelada. Palavras que são as suas, revelando a sua história e o seu psiquismo.


A fala que dará espaço para que o novo e inédito surja. Que permitirá que o que lhe atravessa como sintoma, apareça como o seu real desejo e não o desejo do outro. Palavras que darão nome ao inominável, simbolizarão o que não sabemos simbolizar, explicarão quem somos a nós mesmos!


Uma vida sem fala de si é uma vida estagnada. O movimento gera percepção. A percepção catalisa mudanças. Mudanças internas e não externas. A percepção permite que deixemos de ser o que quiseram que fossemos e passemos a ser o que somos de verdade! Enquanto a referência estiver fora, você estará calado dentro.


Fale-me mais sobre você.

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